Caros irmãos,
Eu sou Klirck, comandante da nave pensamento da Federação Galáctica. Escrevo estas linhas desde o Centro de Sabedoria.
Com esta TERCEIRA concluo a série de três cartas com títulos numerados.
Na PRIMERIA, trouxe uma reflexão sobre a importância do pensamento e das formas que são capazes de gerar, do verbo e da atenção à impecabilidade da palavra e as armadilhas do ego; na SEGUNDA, compartilhei pensamentos sobre a formação da alma humana, seus aspectos racionais, emocionais e espirituais (intuitivos) e a relação com o número 7 e o número 10 no entorno terrestre que habitam.
Nesta TERCEIRA, observarei os aspectos do número 3 que se relaciona com a Trindade nas diversas Tradições Espirituais que os envolve, bem como seus desdobramentos no campo material onde suas almas se movimentam.
Não é segredo, ou não deveria ser, que a Unidade da qual todos nós somos originários podem ser compreendidas a partir de uma Trindade: Pai, Filho e Espirito Santo; Brahma, Vishnu e Shiva; Presente, Passado e Futuro; Razão, Emoção e Intuição; Kéter, Biná e Chochamá; Obra em Negro, Branco e Vermelho ou até mesmo na geração de seus corpos e almas, ou seja, Pai, Mãe e Filho.
É a integração do 3 que gera o 1. Em outras palavras, é pela ação consciente dos três aspectos que podemos compreender a Unidade. Se pensamos no tempo podemos chegar ao aqui e agora, ao instante; se olhamos para o humano, podemos perceber a personalidade gerada; e quando estudamos e sentimos as Tradições damos o passo para compreender o Uno, Deus, se optamos por uma outra palavra.
Neste sentido a Unidade tem, segundo estudos no planeta, duas formas: a manifestada e a não-manifestada. E isto será um tema que abordarei em outra ocasião. Exorto todos os leitores a buscarem as indicações que estas reflexões trazem por si mesmos e desta maneira, nutrir e formar o próprio conhecimento.
Consideremos a inteligência humana. Diz-se que é formada por aspectos racionais, emocionais e intuitivos. Reparem que quando nos valemos de um em detrimento do outro, limitamos nossa compreensão dos eventos internos e externos aos quais estamos subordinados.
Na medida que reconhecemos estes três aspectos ou inteligências somos capazes de prever situações e agir com o nosso livre arbítrio escolhendo o melhor pensamento, a melhor forma e consequentemente o verbo. Nos expressamos através de uma unidade.
Claro está que esta tarefa exige dedicação contínua de conhecer a si mesmo. No âmbito da razão ou logos é prudente reconhecer os limites do conhecimento adquirido e ampliá-lo. Isto fortalecerá a cognição. No campo da emoção ou inteligência emocional, seremos desafiados a compreender os “agentes” internos extremamente poderosos que, sem cuidado e atenção, podem gerar ações impulsivas sem a devida observação das consequências.
Não é palavra vazia o que foi dito sobre “amar ao próximo como a si mesmo”.
Assim, quando observamos as emoções podemos convocar a razão para nos auxiliar nesta gestão. E é surpreendente como ambas se encontram no silêncio e pelo pensamento conversam. Enquanto uma chora ou se enraivece a outra enxuga as lágrimas ou oferece o bom senso como guia. E tanto mais permanecem no silêncio desta conversa, mais próximas estarão da união, na unidade.
E digo isto porque neste instante eterno que esta “conversa” expressa, é possível viver o passado, o futuro e o presente no aqui e agora. E tal qual o broto surge da semente no negro úmido e silencioso solo, brota também a intuição. Ela vem à luz e integrada com os aspectos racionais e emocionais, constitui-se na terça parte que formará a unidade do corpo, alma e espírito, por assim dizer. É como se o pensamento fosse pensado, a fala fosse a nota musical do instrumento corpo e a ação fosse um movimento “involuntário da consciência”.
É quando o “não-pensar” age de forma integrada, íntegra e verdadeira.
Mas quanto tempo isto pode levar? Quão difícil pode ser?
Caríssimos irmãos, isto está em suas “mãos”. Tens a capacidade do controle em tua alma, corpo e espírito. Basta treiná-lo, capacitá-lo e exercitá-lo.
Novas disciplinas ou modos de agir demandam tempo. Se num instante, horas ou anos isto depende da sua dedicação. Depende de colocar à parte, consagrar e proclamar (dedicare), àquilo que teu ser revela.
Há um exercício que podes fazer para silenciar tua mente e perceber na prática estes três aspectos. Eu mesmo o fiz e assim resultou. Sente-se em silêncio em frente uma parede lisa/branca e coloque uma vela acessa. Observe sua respiração e deixe que todos os pensamentos venham. Utilize sua razão para comandar seu cérebro. Diga que pensará em tudo isto após seu exercício. Algumas emoções se manifestarão. Observe sua respiração. Ela vai se alterar. Com o auxílio da emoção e da razão controle o fluxo de entrada e saída do ar de forma constante. Perceberá que os pensamentos e as emoções começarão a entrar em silêncio. Você estará consciente de tudo. Observe a vela. Muito provavelmente você começará a ver duas chamas muito próximas uma da outra. Respire e relaxe sua visão. Duas velas devem se formar em sua frente. Uma do lado esquerdo e outra do lado direito. Ao centro haverá um espaço vazio. Você estará no controle de tudo se estiver integrado. E talvez perceba que a única vela que não pode ver é a vela material. Ela está lá e, no entanto, você só consegue ver a da direita e a da esquerda. Ilusão de ótica? Autossugestão? Neste momento “seja pensado”. Sua intuição revelará o que é. Sua emoção sentirá o que é. Sua razão compreenderá o que é. Cada terça parte nos seus atributos, propriedades e limites compreenderão o evento e o comunicarão a você de forma integrada. Eis tua unidade. Age neste campo.
Esta foi a TERCEIRA.
Que a Graça do Criador pulse em você.
Com amor.
Eu Sou. Klirck.