Caros leitores, este artigo pretende tão somente apresentar em linhas gerais o que é o Instituto Tavistock, um breve perfil histórico e suas ações no mundo.
É importante lembrar que os artigos publicados na DigiMind7 são um ponto de partida e que cada um deve realizar sua própria pesquisa para comprovar e aprofundar as informações apresentadas.
Iniciemos pelo próprio Instituto Tavistok.
De acordo com seu site o Instituto Tavistok está localizado na “63 Gee Street, London, EC1V 3RS” e se apresenta incialmente desta forma: “The Institute brings together social scientists, researchers, artists, psychologists, anthropologists, political analysts and other contemporary thinkers” (O Instituto reúne cientistas sociais, pesquisadores, artistas, psicólogos, antropólogos, analistas políticos e outros pensadores contemporâneos).
Ainda segundo o site, declara o seu propósito: “O Instituto Tavistock de Relações Humanas dedica-se ao estudo do comportamento humano nas organizações, com o objetivo de promover a aprendizagem e a mudança que beneficiem as pessoas e o planeta”.
Trata-se de “uma organização sem fins lucrativos do Reino Unido com estatuto de instituição de caridade, fundada em 1947, com organizações irmãs na Alemanha e na China e um programa de trabalho global”.
Visitando o site será possível saber quem são as pessoas (staff), qual o desenvolvimento profissional e o trabalho que realizam.
Em PodCast publicado aqui na DigiMind7 é possível conhecer outros aspectos do instituto na visão do Dr. John Coleman, ex-funcionário do serviço secreto inglês (MI6).
Daniel Stulin, autor do livro “El instituto Tavistock” (2013), diz: “tudo o que aconteceu, desde a Nova Esquerda até ao Watergate, Vietnã, os Documentos do Pentágono, o movimento hippie, o movimento contra a guerra e a contracultura das drogas e do rock, foram projetos de engenharia social planeados antecipadamente.”
Observemos agora o que mais Daniel Stulin tem a dizer sobre o Instituto Tavistock. É claro que a leitura completa desta obra permitirá uma compreensão plena do contexto e afirmações. De qualquer forma sigamos.
Há 14 anos Stulin alertava sobre o trabalho revolucionário que se realizava e que este teria um efeito devastador na sociedade comparando-o a uma “explosão nuclear”, ou seja, um movimento disruptivo com “métodos de lavagem cerebral e uma guerra psicológica aplicados a projetos de engenharia social globalmente”.
Segundo o autor, trata-se da “Conspiração de Aquário”, nome que os próprios “engenheiros sociais (“os lavadores de cérebros”), dão a si mesmos. Este “projeto social” tem referência em um estudo secreto de 1974 do Instituto de Investigação de Stanford sob o título: “Mudar as imagens do homem.” Em outras palavras, alterar a percepção que o homem tem de si mesmo.
Para Stulin este projeto de lavagem cerebral depende primordialmente da “ignorância de suas vítimas”, acrescente-se isto o medo, as necessidades existenciais (materiais), as ciladas do ego e da ganância humana e temos o cenário perfeito para sua implantação. Neste contexto, não é difícil perceber que o afastamento das virtudes apresentadas por Platão (temperança, coragem, prudência e justiça), distanciem os seres humanos de uma lógica racional que termina por comprometer sua liberdade. A leitura do livro “A República” pode ser interessante neste sentido.
Ao tomar contato com a obra de Stulin e o cenário atual é possível perceber que a desintegração nas nações e as “experiências pessoais” não são um acidente ou uma coincidência e sim uma ação planejada por um grupo poderoso de pessoas. A decadência moral, material, cultural e intelectual nos dias hoje confirma este aspecto não acidental.
A “qualidade” musical também está na ordem deste “laboratório de lavagem cerebral”, bem como as equivocadas e manipuladas compreensões sobre ecologia. Os usuários de drogas tornam-se também o aspecto secundário desta danosa “política governamental” com vistas a corromper ou “destruir” o espírito humano.
E no campo da espiritualidade ou religiosidade?
Como esta estratégia poderia se desenvolver?
Seria possível que a abordagem superficial, sem reconhecimento aprofundado dos mistérios divinos, estaria também associada a este modelo de desconstrução da fé e da psiquê humana?
Até que ponto os radicalismos das polaridades esquerda e direita contribuem para esta “lavagem cerebral” e distopia social que atravessamos?
Dirá Stulin que “há muito em jogo”.
“Durante a Segunda Guerra Mundial, Tavistock foi o quartel general do Escritório de Guerra Psicológica do Exército Britânico” afetando também a política das Forças Armadas dos Estados Unidos neste período.
“Tudo o que aconteceu, desde a Nova Esquerda até ao Watergate, Vietnã, os Documentos do Pentágono, o movimento hippie, o movimento contra a guerra e a contracultura das drogas e do rock, foram projetos de engenharia social planeados antecipadamente.”
E esta é somente a “ponta do iceberg”. Esta “engenharia social” é composta por grandes centros que gozam de prestígio mundial, como por exemplo: “Stanford Research Centre da Universidade de Stanford, a Rand Corporation, o MIT/Sloane, o Advanced Centre of Behavioural Sciencies de Palo Alto, o Institute of Social Research da Universidad de Michigan, a Wharton School of Business da Universidade da Pensilvania, a Harvard Business School, a London School of Economics de Londres, o National Training Laboratories, o Hudson Institute, o Esalen Institute, o National Institute of Mental Health, o National Institute of Drug Abuse, o Office of Naval Research”.
E claro, há muito mais.
“Nos últimos 50 anos, o Governo dos Estados unidos com o auxílio secreto destes centros de estudos e fundações, seguindo pautas do Instituto Tavistock, destinaram milhões de dólares para financiar estas ações de “engenharia social”.
O professor aposentado da UNESP, o sr. José Carlos Zamboni, postou um artigo da sra. Angela Pellicciari, renomada historiadora e professora no seminário Mater Ecclesiae, sob o título: “INSTITUTO TAVISTOCK E MUDANÇA DE SEXO EM CRIANÇAS”.
O artigo publicado em 2019 relata que “mais de 2.500 crianças inglesas foram encaminhadas ao centro responsável pela mudança de sexo: o Instituto Tavistock.” O tema foi abordado pelo Times de Londres trazendo uma novidade: “a demissão de cinco médicos cuja tarefa era decidir em quais crianças aplicar o tratamento de interrupção da puberdade.”
Sob a chancela da ciência ou “em nome da ciência”, as ações precisam ser devidamente contextualizadas e seus fins claramente entendidos. Por exemplo, “durante a Segunda Guerra Mundial, os japoneses realizaram experimentos em larga escala na Manchúria para medir com precisão quanto tempo demorava para morrer algumas pessoas submetidas a vários tipos de tortura.”
O livro “Maçons, do grão-mestre do Grande Oriente Democrático” de Gioele Magaldi, traz outras informações sobre o Instituto Tavistock. Em 1921, “investigações foram realizadas em veteranos da Primeira Guerra Mundial sobre psicoses traumáticas causadas pelos bombardeios. Tratava-se de identificar com critérios científicos o ‘limiar de ruptura’ da resistência de um ser humano submetido a tensões-limites”.
Citando integralmente o artigo de Angela Pellicciari e o livro de Gioele Magaldi.
“(…) No segundo pós-guerra, o instituto propôs “um projeto ambicioso: aplicar nada menos do que à sociedade inteira os resultados daqueles estudos sobre o ‘limiar de ruptura’, aperfeiçoados durante as duas guerras mundiais, para destruir toda a resistência psicológica no indivíduo e colocá-lo à mercê da Nova Ordem Mundial” (…) “Nos anos 60 foi o próprio Tavistock, em colaboração com os serviços secretos ingleses, que conduziu o experimento de difusão e uso de drogas” em “experimentos de ‘engenharia social’ por meios das drogas “.
De acordo com Magaldi, o principal objetivo do Instituto Tavistock de hoje “é, em última análise, pesquisar maneiras de provocar ‘mudanças de paradigmas culturais’ nas sociedades humanas por meio da instauração de ‘ambientes sociais perturbados’ ou da manipulação das ‘dinâmicas ocultas de grupo’. Como ensaio, em 1989 foram realizadas no Instituto Tavistock uma série de palestras sobre o tema ‘O Papel das ONGs no enfraquecimento dos Estados nacionais”. Ele acrescenta: “A rede de controle da mente do indivíduo e dos comportamentos coletivos orientados a criar, com o apoio das grandes fundações, o pensamento único — que embase uma nova escala de valores “politicamente corretos” — se espalhou em poucas décadas em todo o Ocidente, como qualquer um pode ver.”
John Rawlings Rees, diretor da então Clínica Tavistock (1940), revelou em seu discurso “Planejamentos Estratégicos para a Saúde Mental” a agenda que parece indicar o modus operandi.
Disse ele: “Portanto, podemos justificadamente enfatizar nosso ponto de vista particular com relação ao desenvolvimento apropriado da psiquê humana, embora nosso conhecimento ainda seja incompleto. Precisamos ter como alvo fazê-lo permear cada atividade educacional na nossa vida nacional… Fizemos um bom ataque contra diversas profissões. As duas mais fáceis, naturalmente, são a profissão de professor e a igreja; as duas mais difíceis são o direito e a medicina… A vida pública, a política e a indústria devem todas ficar dentro de nossa esfera de influência… Se queremos infiltrar as atividades profissionais e sociais das outras pessoas, acho que precisamos imitar os totalitários e organizar algum tipo de atividade de quinta coluna! Para que melhores ideias sobre saúde mental progridam e se disseminem, nós, como vendedores, precisamos perder nossa identidade… Portanto, sejamos todos nós, de forma muito secreta, ‘quintas colunas’.”
O leitor que nos acompanha até aqui poderá encontrar mais informações nos livros de David Icke, Dr. John Colleman e também neste artigo.
Que mergulhe em sua própria investigação em busca do conhecimento e sabedoria. Afinal, “jamais encontraremos as respostas corretas se não somos capazes de formular as perguntas adequadas.”