Quando a memória serve ao propósito da condenação perde seu sentido.
É antes, semente de constante aprendizado que alerta o ser.
Provedora paciente.
Amiga inseparável.
Força vital que ratifica a mudança.
De quantas memórias precisamos para reciclar em nós, nossas mais profundas inquietudes?
Tolerância ante aquele que diligentemente se dispõe ao caminho do aprendizado.
Ele reconhece através da memória, seu passado dia e lidera a mudança que nele mesmo tem início.
Opera em tudo de si, o Propósito fecundo de aprimorar sua existência.
E, se Infinita, sabe que da memória destaca-se somente Felicidade.
Da conduta aprimorada ou da alegria consumada.
No Laço do Presente
Do passado só quero o aprendizado.
Da lembrança saudosa, que valoriza cada encontro presente;
Da memória emotiva, que forja a atitude no agora;
Do futuro, que revela o que não é.
E, por isso, como o passado, não existe.
Da benesse da dúvida, para seguir atento.
Do novo, que só o hoje pode proporcionar.
Da esperança, que reflete a mudança imediata.
Da vida feita de todos os tempos num só: o agora.
Do passado, que foi o que passou e segue ao presente.
Do futuro, que será o que virá do presente do hoje.
Do hoje, que renova, transforma e vive livre para ser.
Eis que vejo que o passado é um presente vivo do hoje.
O laço do presente chamado aprendizado.
Paganotti – Junho/2025