– Eu tô confuso – diz um amigo para uma amiga.
– Por quê? O que houve?
– Não sei direito… quando eu acho que tô entendendo uma coisa, tudo muda.
– Hum…
– Essa coisa de uma elite global, um grupo que tudo controla… Será que tudo mesmo?
– É quase, mas não tudo.
– Tipo: igrejas, governos, forças armadas… conselhos municipais, estaduais…
– Isso, é mais ou menos assim mesmo.
– Mas são “pessoas comuns”. Eles são a tal elite global ou agem por outros interesses, tipo grana?
– Amigo, a natureza humana é um pouco mais complexa que isso, não é mesmo? O dinheiro é o instrumento no jogo. A parte visível. Existem outras.
– Você fala de poder?
– Poder, ego, vício…
Interrompendo a amiga, diz – O afastamento do Bem, de Deus, dos princípios fundamentais como o direito à vida… É aí que começo a me confundir e ficar perdido.
– Me explique isso.
– Ao mesmo tempo que parecem desejar a paz, amizade, agem por vezes em rota contrária. O egoísmo assume o comando, o medo de algo… vejo os excessos surgirem… bebidas, drogas, sexualidade distorcida… comportamento teatral sempre performando virtudes… nem parece humano. Sabe, é como se pegassem um ensinamento tácito ético e relativizassem sua essência para uma audiência incapaz de entender ou com reduzida capacidade intelectiva. Uma armadilha.
– Diga-me, querido: quem cai em armadilha de lobos?
– Entendi. Lobos… essas “peças-pessoas” caem numa pseudofilosofia, numa argumentação sofista e se afastam da lógica em prol de satisfazer desejos existenciais momentâneos e já não percebem o quanto se afastam da ética, de…
– …de si mesmos – completa a amiga e segue – Quando reflete sobre isso, como você se sente?
– Chateado, surpreendido com alguns que estimo… fico confuso. Um pouco triste.
– É isso. Quantos estão dispostos a abrir os olhos e sentir este incômodo para navegar para dentro e mudar a conduta?
– Esse despertar dói no começo – completa o amigo.
– E como.
– E então eu me pego pensando em religiões e aí fica tudo pior. Brigam entre si sem, em nenhum momento, buscar um caminho ou ambiente que os direcione ao concílio ou ao entendimento mútuo. E o amor? Eu vejo a boa ordem sendo vilipendiada pelo sofisma, pela narrativa que atende confortos momentâneos. E o caminho à verdade é justamente o oposto. O que houve com a alma humana?
A amiga olha com carinho e sorrindo diz – Estou indo me encontrar com uns amigos e acho que você poderia vir também.
– Onde? Longe?
– Logo ali no mundo. – Rindo. – Nós chamamos carinhosamente de “território sagrado”.
– Tipo um templo?
– Não. É um espaço para refletir sobre tudo isto que você começou a falar.
– E onde é esse “território sagrado”?
– É uma plataforma, um site com textos e salas de conversa com pessoas de tecnologia, artistas, psicólogos, médicos, filósofos: um lugar para amigos. Um lugar para mentes em busca da sabedoria.
– E tem nome?
– DigiMind7
Paganotti – Digimind7 – Maio/2025