24/06/2025
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– Eu tô confuso – diz um amigo para uma amiga.

– Por quê? O que houve?

– Não sei direito… quando eu acho que tô entendendo uma coisa, tudo muda.

– Hum…

– Essa coisa de uma elite global, um grupo que tudo controla… Será que tudo mesmo?

– É quase, mas não tudo.

– Tipo: igrejas, governos, forças armadas… conselhos municipais, estaduais…

– Isso, é mais ou menos assim mesmo.

– Mas são “pessoas comuns”. Eles são a tal elite global ou agem por outros interesses, tipo grana?

– Amigo, a natureza humana é um pouco mais complexa que isso, não é mesmo? O dinheiro é o instrumento no jogo. A parte visível. Existem outras.

– Você fala de poder?

– Poder, ego, vício…

Interrompendo a amiga, diz – O afastamento do Bem, de Deus, dos princípios fundamentais como o direito à vida… É aí que começo a me confundir e ficar perdido.

– Me explique isso.

– Ao mesmo tempo que parecem desejar a paz, amizade, agem por vezes em rota contrária. O egoísmo assume o comando, o medo de algo… vejo os excessos surgirem… bebidas, drogas, sexualidade distorcida… comportamento teatral sempre performando virtudes… nem parece humano. Sabe, é como se pegassem um ensinamento tácito ético e relativizassem sua essência para uma audiência incapaz de entender ou com reduzida capacidade intelectiva. Uma armadilha.

– Diga-me, querido: quem cai em armadilha de lobos?

– Entendi. Lobos… essas “peças-pessoas” caem numa pseudofilosofia, numa argumentação sofista e se afastam da lógica em prol de satisfazer desejos existenciais momentâneos e já não percebem o quanto se afastam da ética, de…

– …de si mesmos – completa a amiga e segue – Quando reflete sobre isso, como você se sente?

– Chateado, surpreendido com alguns que estimo… fico confuso. Um pouco triste.

– É isso. Quantos estão dispostos a abrir os olhos e sentir este incômodo para navegar para dentro e mudar a conduta?

– Esse despertar dói no começo – completa o amigo.

– E como.

– E então eu me pego pensando em religiões e aí fica tudo pior. Brigam entre si sem, em nenhum momento, buscar um caminho ou ambiente que os direcione ao concílio ou ao entendimento mútuo. E o amor? Eu vejo a boa ordem sendo vilipendiada pelo sofisma, pela narrativa que atende confortos momentâneos. E o caminho à verdade é justamente o oposto. O que houve com a alma humana?

A amiga olha com carinho e sorrindo diz – Estou indo me encontrar com uns amigos e acho que você poderia vir também.

– Onde? Longe?

Logo ali no mundo. – Rindo. – Nós chamamos carinhosamente de “território sagrado”.

– Tipo um templo?

– Não. É um espaço para refletir sobre tudo isto que você começou a falar.

E onde é esse “território sagrado”?

– É uma plataforma, um site com textos e salas de conversa com pessoas de tecnologia, artistas, psicólogos, médicos, filósofos: um lugar para amigos. Um lugar para mentes em busca da sabedoria.

– E tem nome?

DigiMind7

Paganotti – Digimind7 – Maio/2025

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