Caros irmãos,
Até este momento escrevi três cartas que têm por título sua ordem de publicação: PRIMEIRA, SEGUNDA e TERCEIRA.
Como num roteiro de um filme, o primeiro passo é apresentar os personagens e indicar qual será a temática central. Há quem diga que quando nos dispomos a contar uma história é importante valer-se de algumas técnicas; por exemplo, criar um evento forte o suficiente logo no início, nos primeiros 7 ou 11 minutos da encenação ou nas primeiras dez ou vinte páginas do texto, de modo que o leitor permaneça conectado e interessado.
De fato, isto funciona bem. Contudo, é mesmo ao longo daquilo que se conta que verdadeiramente se constrói o interesse daquele que se dispõe a ler. Cabe ao escritor antever este interesse e conduzir o amigo leitor nesta jornada. Ao leitor convém deixar-se levar, mantendo-se sempre atento e observando o que sente em si mesmo quando no texto se aprofunda.
A “construção”, por assim dizer, do conhecimento passa necessariamente pelo fortalecimento de uma “musculatura” intrínseca a todo ser humano que pode negar, afirmar ou questionar aquilo que a ele chega.
Repare que optei por colocar a palavra construção entre aspas. E só o fiz por que no meu entender trata-se mais de desobstruir os aspectos mais imediatos do ser humano e assim acessar os campos mais profundos ainda desconhecidos.
Chamarei este lugar de inteligência. E assim, estabelecemos o título desta quarta carta que envio com todo carinho deste a nave pensamento do Centro de Sabedoria da Federação Galáctica.
A inteligência humana na Inteligência Suprema.
O aparato humano na terra está inexoravelmente suscetível a toda frequência que o envolve, podendo este escolher a qual se ligará ou manter-se-á conectado e por quanto tempo.
E isto dependerá do quanto reconhece seus aspectos, racionais, emocionais ou intuitivos que formam, no cérebro, os aspectos da inteligência.
Pois bem, permita-me avisar nossos egos.
A inteligência humana não é fruto do seu desenvolvimento evolutivo cerebral, é antes o aprendizado em como desobstruir e integrar os três aspectos que formam a inteligência humana, de modo a acessar a Inteligência Suprema que em si mesmo reside e relembrar pela prática do conhecimento, estudo e interação com o outro o Todo que no humano está.
Não se trata de desconsiderar o ego, a razão e a emoção fazendo valer mais os aspectos intuitivos ou espirituais (imateriais), NÃO. É reconhecer o que cada um pode e deve realizar para ajustar a sintonia interna e conectar-se com a frequência elevada.
Se atado aos limites da razão pouco fará além das tarefas funcionais que todos os corpos estão habilitados; se preso às redes neurais que as emoções ensejam, tanto mais impulsivo e sob o controle do ego estará. Esta tragédia silenciosa de uma vida humana na terra é tão comum e, ainda que necessária à percepção da própria consciência, traz dores enormes a cada ciclo de saída e entrada; morte e vida, em outras palavras.
Humanos, estejam aqui onde estou ou sobre a superfície do planeta terra são como rádios ligados ininterruptamente recebendo as ondas e frequência que escolhem onde querem sintonizar.
Costuma-se dizer que as dores são caminhos necessários ao aprendizado.
Em algum aspecto pode ser, contudo se consideramos o “poder da alma humana”, veremos que o que entendemos por dor pode ter sua compreensão transformada se observamos o apego e o despego no processo de conscientização de si mesmo ou “aprendizado”, aplicando outro termo.
Tanto mais reconhecemos do que estamos constituídos, formados e somos, mais fina será a sintonia e a frequência que acessamos. E esta é uma decisão individual. Podemos dizer que é um desejo, uma vontade; ainda que estes termos sejam insuficientes e, na superfície terrena sob estas vestes de carne, acabem por ser através dos seus opostos que a conexão com a Inteligência se processa.
Há uma Vontade Suprema. Ela é amorosa e assemelha-se aos cuidados que um pai ou mãe dispensa aos filhos. Esse Amor é que pode abastecer a inteligência humana e desobstruir os véus de ilusão e confusão que a superfície terrena estabelece.
Agora, é fundamental que todos tenham clareza sobre um importante aspecto. Existem duas “estações” transmitindo ininterruptamente sua “programação” e influência. E isto é uma frequência que todos podem reconhecer no silêncio. Uma é transmitida do campo de intersecção entre o Todo e a superfície, outra provém diretamente do Todo.
Uma é amorosa. A outra não.
Esta é a escolha humana.
Com Amor. Eu Sou.
Klirck.